Incentivo a Leitura

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A tecnologia na vida do “Esperança”

Grupo musical Esperança

O Grupo Musical Esperança participa do Santuário Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, localizada no centro de Taguatinga. A tecnologia ajuda a todos do grupo porque mantêm todos informados do que vai acontecer, como encontros, orações, festas, missas para serem cantadas, aniversario de alguém, pasta de música do mês entre outros. O grupo disponibiliza uma página na web podendo ser acessada por qualquer interessado. Tem também a comunidade no orkut que sempre atualiza os eventos e diverte a todos com as fotos das missas e festas.
Em especial, o uso da comunidade Grupo Esperança e do e-mail compartilhado com todos os integrantes ajuda a integrante Flávia Silvano que é quem fica responsável de passar todas as novidades para o restante. Antes ela tinha que ligar pra todos, ficar repassando recados dos coordenadores e às vezes não dava conta de fazer tudo sozinha. Através desses meios de comunicação, ela nos deixa informado de tudo o que acontece, fazendo do grupo em geral um só. Agora niguém mais usa da desculpa de que ninguém me avisou. Hoje ela manda um e-mail com tudo o que vai acontecer durante a semana, aí todos nós do grupo enviamos e-mail confirmando recebimento, bem mais pratico.
A integração da tecnologia de informação e comunicação no nosso grupo já passou por várias fases e traz em sua trajetória uma perspectiva inovadora. Em nosso caso, a característica básica é a inter-relação entre pessoas, formação e informação. Com todas essa maravilhas da tecnologia e do seu rápido avanço, nos conhecemos mais.

"Temos que cuidar dessa tendência midiática"

Especialistas em comunicação discutem sobre comunicação e segurança pública

No 2º dia do III Encontro de Comunicação e Cultura - ECOMC, da Facitec, ocorrido em 11 de novembro de 2008, os alunos e professores contaram com a presença do secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, compondo uma mesa de debate junto com a jornalista da Assessoria de Comunicação do Ministério da Justiça, Patrícia de Almeida, o professor José Geraldo Trindade e a mediadora, professora Vânia Balbino. O tema discutido foi “Comunicação social e segurança pública”, o secretário Balestreri, sem receios, arrancou aplausos com as suas fortes afirmações. “A mídia repete o que é mais ordinário do que acontece na segurança pública. Não tenho confiança nos principais meios de comunicação, elas só compram o que é ruim, sujo. Uma boa mídia é aquela independente. Temos que cuidar dessa tendência midiática”. Afirmou. A jornalista Patrícia de Almeida indagou: “Será que o furo está à frente de uma vida. Às vezes é só um furo por um furo”. O professor José Geraldo ressalta:“A mídia vive do sangue alheio”.

sábado, 8 de novembro de 2008

A linguagem

"A linguagem fez-se para que nos sirvamos dela, não para que sirvamos a ela".

(Fernando Pessoa)

"A linguagem é, assim, a base da cultura, sem a qual o homem moderno não existiria. O homem tanto ao nivel da "espécie", como ao nível do indivíduo é um produto da cultura".

sábado, 1 de novembro de 2008

O grito da solidão

A Flor e A Náusea

Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cizenta.
Melancolias, mercadorias, espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que triste são as coisas, consideradas em ênfase.

Vomitar este tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam pra casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens macias avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
Carlos Drummond de Andrade