Incentivo a Leitura

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O corpo fala mesmo.


Para experimentar a ausência da segurança quando somem as quatro paredes, a bailarina Marcelle Lago criou o Marco Zero, projeto que integra dança e arquitetura em sessões de performances pelos espaços públicos da capital. A primeira edição foi no ano passado, na Torre de TV. A segunda teve início esta semana com uma série de oficinas e chega ao público, nesta sexta (23/01) e sábado, em performances de 10 profissionais convidados.

A primeira etapa do Marco Zero pode ser conferida hoje, a partir das 18h30, em frente ao Museu da República onde bailarinos fazem exercícios ao ar livre. São esboços das intervenções programadas para amanhã e domingo, espécie de ensaio que busca a interação com o público e o espaço urbano para testar os movimentos.

O grupo de artistas reúne nomes como o ator Alessandro Brandão e os bailarinos Luciana Lara, Júlio Campos, Gabriel Sanches, Alexandre Nas e Cleani Marques. As performances começam no Plano Piloto de 13h. Primeiro os bailarinos tomam a praça em frente ao Museu da República para, em seguida, se dirigir à Rodoviária. O metrô será o meio de transporte até a Praça do Relógio, em Taguatinga. É no centro da cidade que o Marco Zero encerra as sessões.

É comum as pessoas se surpreenderem com as intervenções. De um momento para outro, um bailarino aparece e dá vida a um monumento ao interagir artisticamente com ele. O estático é percebido com um novo olhar.